<body><iframe src="http://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID=8652355029381191785&amp;blogName=blog+do+daniel.&amp;publishMode=PUBLISH_MODE_BLOGSPOT&amp;navbarType=SILVER&amp;layoutType=CLASSIC&amp;homepageUrl=http%3A%2F%2Fdanielslopes.blogspot.com%2F&amp;searchRoot=http%3A%2F%2Fdanielslopes.blogspot.com%2Fsearch" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" frameborder="0" height="30px" width="100%" id="navbar-iframe" title="Blogger Navigation and Search"></iframe> <div id="space-for-ie"></div> <script TYPE= "text/javascript" src="http://secundum.com.br/parceria/fly_sec.js"></script>

blog do daniel.

literatura e algo mais


"Aprendi que não existe felicidade sobrehumana, eternidade para além dos dias. Esses bens derrisórios e essenciais, essas verdades
relativas são as únicas que me emocionam. As outras, as 'ideais', eu não tenho bastante alma para compreendê-las
", Albert Camus.

Relendo meu livro favorito

18/07/08 - 19:01

She doesn't want a liqueur, but does accept a shot of whisky in her cofee. As she sips, he leans over and touches her cheek. “You're very lovely”, he says. “I'm going to invite you to do something reckless”. He touches her again. “Stay. Spend the night with me.”

Across the rim of the cup she regards him steadily. “Why?”

“Because you ought to.”

“Why ought I to?”

“Why? Because a woman's beauty does not belong to her alone. It is part of the bounty she brings into the world. She has a duty to share it.”

His hand still rests against her cheek. She does not withdraw, bus does not yield either.

“And what if I already share it?” In her voice there is a hint of breathlessness. Exciting, always, to be courted: exciting, pleasurable.

“Then you should share it more widely.”

- J. M. Coetzee, Disgrace (Penguin, 1999)

Marcadores: ,

||||| Comente (1)


1. Venenos de Deus, Remédios do Diabo - Mia Couto 2. Crepúsculo - Stephanie Meyer 3. As Crônicas de Nárnia - C. S. Lewis 4. O Fantasma Sai de Cena - Philip Roth 5. O Pequeno Príncipe - Antonie Saint-Exupéry

Deu trabalho, mas valeu a pena!

13/07/08 - 13:16

É com grande satisfação que eu os convido a visitar o Amalgama.blog.br, o novo blog coletivo do Brasil. Migrei alguns textos deste BD para o novo endereço, para não começarmos do zero.

O time inicial tem 8 indivíduos, incluindo este que escreve. Estamos atrás de voluntários que gostem e gostem de escrever sobre política e cinema. Únicos pré-requisitos: escrever com freqüência, dominar o texto e não maltratar o português.

Ao blog!

||||| Comente (8)


1. Venenos de Deus, Remédios do Diabo - Mia Couto 2. Crepúsculo - Stephanie Meyer 3. As Crônicas de Nárnia - C. S. Lewis 4. O Fantasma Sai de Cena - Philip Roth 5. O Pequeno Príncipe - Antonie Saint-Exupéry

Uma constatação

12/07/08 - 20:03

Não perca seu tempo procurando.
Memórias do cárcere (Record, 728 págs.),
de Graciliano Ramos,
é o melhor livro que um brasileiro já fez ou irá fazer.
E tenho dito.


*

(...) A bulha do Ramiro não me deixava escrever. Levantava-me, satisfeito por achar explicação para o meu desarranjo interior, abria a porta. Mário Paiva se avizinhava, remoia uma verbosidade insípida, cantavam pela centésima vez a flauta do Lobato. Nunca vi pessoa mais pau. Contudo eu gostava dele. Uma caceteação original, caceteação amável. Víamos daquele ponto o grupo que se estabelecera à entrada e quase nunca se afastava dali. José Macedo fumava placidamente o cachimbo, vermelho e gordinho, entendia-se com os companheiros de Natal, dava-lhes conselhos, fazia contas, sentado na rede. Suponho que era o caixa, andava sempre cochichando negócios de dinheiro. Ex-diretor do tesouro, dois dias ministro da fazenda revolucionário, habituara-se ao ofício e prolongava-o. Sebastião Félix, amigo dos espíritos, ia adquirindo uns modos fúnebres de espírito; desdenhava a existência terrena e acolhia-se no outro mundo. Operação lastimosa, com luz fraca, tentou ali realizar o pequeno dentista Guerra no queixo do estivador João Francisco Gregório, que estava feroz, de cara túmida, aperreado com um molar. Guerra manejou o paciente conforme as regras e meteu-lhe o boticão na boca; desprezou o dente cariado e, com destreza, segurou um perfeito; como a vítima reclamasse, agitou o instrumento, fez fincapé, bradando enérgico:

– Doente comigo não tem conversa.

Marcadores: , ,

||||| Comente (0)


1. Venenos de Deus, Remédios do Diabo - Mia Couto 2. Crepúsculo - Stephanie Meyer 3. As Crônicas de Nárnia - C. S. Lewis 4. O Fantasma Sai de Cena - Philip Roth 5. O Pequeno Príncipe - Antonie Saint-Exupéry

Alô, mineirada!

11/07/08 - 00:01

Nosso colega Marco Lacerda, que apresenta o Frente Verso na rádio Inconfidência, convida a todos (todos os mineiros e todos os adeptos da gambiarra) para se antenar na entrevista de domingo, com Fernanda Takai, às 21h.

||||| Comente (0)


1. Venenos de Deus, Remédios do Diabo - Mia Couto 2. Crepúsculo - Stephanie Meyer 3. As Crônicas de Nárnia - C. S. Lewis 4. O Fantasma Sai de Cena - Philip Roth 5. O Pequeno Príncipe - Antonie Saint-Exupéry

Ajuda

08/07/08 - 20:37

Alguém aí manja de PHP (Hypertext Preprocessor)? Favor, entre em contato comigo pelo cararock arromba bol pt com pt br.

||||| Comente (0)


1. Venenos de Deus, Remédios do Diabo - Mia Couto 2. Crepúsculo - Stephanie Meyer 3. As Crônicas de Nárnia - C. S. Lewis 4. O Fantasma Sai de Cena - Philip Roth 5. O Pequeno Príncipe - Antonie Saint-Exupéry

De passagem

05/07/08 - 22:49

Eu já ajudei a negar um milagre atribuído a madre Teresa durante a sua vida. O jornalista britânico Malcolm Muggeridge, um publicitário do divino, fez um filme sobre sua vida chamado Something for God. (Foi esse documentário, transmitido pela BBC em 1969 e depois transformado em livro, que transformou madre Teresa em uma estrela da mídia.) Durante as filmagens, a velha militante foi entrevistada em um aposento muito escuro de uma de suas casas de caridade. Acreditava-se que o trecho estaria escuro demais para transmissão, mas quando a seqüência crepuscular foi passada na sala de edição, uma luz estranha e agradável tomava a cena. Muggeridge imediatamente procurou a imprensa para anunciar “o primeiro autêntico milagre fotográfico” e a descoberta pela tecnologia do que ele chamou de “a luz gentil” do cardeal Newman. Em entrevista, o cinegrafista Ken MacMillan anunciou que na verdade aquele tinha sido o primeiro teste de um filme especial produzido pela Kodac para filmagem sob luz fraca. “Parabéns para a Kodac”, disse ele, o que foi comprovado. Mas na época em que ele deu seu depoimento, o boato já tinha se espalhado, como uma visão de um óvni, e a própria madre Teresa, como sempre modesta, não fez nada para desencorajá-lo.

- Christopher Hitchens, “O diabo e madre Teresa”,
em Amor, pobreza e guerra (Ediouro, 2006).

Marcadores: ,

||||| Comente (5)


1. Venenos de Deus, Remédios do Diabo - Mia Couto 2. Crepúsculo - Stephanie Meyer 3. As Crônicas de Nárnia - C. S. Lewis 4. O Fantasma Sai de Cena - Philip Roth 5. O Pequeno Príncipe - Antonie Saint-Exupéry

No Digestivo

01/07/08 - 00:03

||||| Comente (8)


1. Venenos de Deus, Remédios do Diabo - Mia Couto 2. Crepúsculo - Stephanie Meyer 3. As Crônicas de Nárnia - C. S. Lewis 4. O Fantasma Sai de Cena - Philip Roth 5. O Pequeno Príncipe - Antonie Saint-Exupéry

Boa notícia

30/06/08 - 01:58

aumenta o número de leitoras do BD que têm
olhos verdes. abaixo, a quase-xará Daniela. diz aí.

Marcadores:

||||| Comente (8)


1. Venenos de Deus, Remédios do Diabo - Mia Couto 2. Crepúsculo - Stephanie Meyer 3. As Crônicas de Nárnia - C. S. Lewis 4. O Fantasma Sai de Cena - Philip Roth 5. O Pequeno Príncipe - Antonie Saint-Exupéry

De passagem

25/06/08 - 17:19

Cerimônia memorial


Onde fica o cemitério dos deuses mortos? Algum enlutado ainda regará as flores de seus túmulos? Houve uma época em que Júpiter era o rei dos deuses, e qualquer homem que duvidasse de seu poder era ipso facto um bárbaro ou um quadrúpede. Haverá hoje no mundo um único homem que adore Júpiter? E que fim levou Huitzilopochtli? Em um só ano – e isto foi há apenas cerca de quinhentos anos – 50 mil rapazes e moças foram mortos em sacrifício a ele. Hoje, se alguém se lembra dele, só pode ser um selvagem errante perdido nos cafundós da floresta mexicana. Huitzilopochtli, como muitos outros deuses, não tinha um pai humano; sua mãe era uma virtuosa viúva; nasceu de um inocente flerte dela com o sol. Quando ele resmungava, seu pai, o sol, ficava quieto. Quando trovejava de ira, terremotos engoliam cidades inteiras. Quando tinha sede, era saciado por 5 mil litros de sangue humano.

(...)

Falando em Huitzilopochtli, logo vem à memória seu irmão Tezcatilpoca. Tezcatilpoca era quase tão poderoso: devorava 25 mil virgens por ano. Levem-me a seu túmulo: prometo chorar e depositar uma couronne des perles. Mas quem sabe onde fica? E onde fica o túmulo de Quitzalcoatl? Ou o de Xiehtecutli? Ou o de Centeotl, aquela gracinha de deus? (...)

Mas eles têm companhia no oblívio: o Inferno dos deuses mortos é tão superlotado quanto o Inferno presbiteriano para bebês. Damona está num deles, assim como Ésus, Drunemeton, Silvana, Dervones, Adsalluta, Deva, Belisama, Uxellimus, Borvo, Grannos e Mogons. Todos deuses poderosos em seu tempo, adorados por milhões, cheios de exigências e imposições, todos capazes de unir e desunir – enfim, deuses de primeira classe. Durante gerações, os homens trabalharam para construir-lhes vastos templos – cada qual com pedras do tamanho de um bonde. O trabalho de interpretar os seus caprichos ocupava milhares de sacerdotes, bispos e arcebispos. Desafiá-los significava a morte, geralmente na fogueira. Os exércitos os defendiam contra os infiéis: cidades eram queimadas, mulheres e crianças chacinadas, seu gado afugentado. No fim das contas, no entanto, todos declinaram e morreram, e, hoje, não se encontra uma única alma penada para reverenciá-los.

(...)

Todos estes foram deuses da mais alta eminência. Muitos são mencionados com temor e respeito no Velho Testamento. Há 5 ou 6 mil anos, estavam taco a taco com o próprio Jeová, e o mais galinha-morta de todos era muito superior a Thor. Pois foram todos para o nada e, com eles, Arianrod, Morrigu, Govannon, Gunfled, Dagda... Peça a seu vigário que lhe empreste um bom livro sobre religião comparada: você encontrará todos eles devidamente listados. Todos foram deuses da mais alta dignidade – deuses de povos civilizados –, adorados e venerados por milhões. Todos eram onipotentes, oniscientes e imortais. E todos estão mortos.

- H. L. Mencken, 1922.
Em O livro dos insultos (Cia. das Letras, 1988, esgotado)

Marcadores: ,

||||| Comente (5)


1. Venenos de Deus, Remédios do Diabo - Mia Couto 2. Crepúsculo - Stephanie Meyer 3. As Crônicas de Nárnia - C. S. Lewis 4. O Fantasma Sai de Cena - Philip Roth 5. O Pequeno Príncipe - Antonie Saint-Exupéry



Literature Blogs - Blog Top Sites